Em uma audiência pública realizada pela Comissão de Educação (CE) nesta terça-feira (18), especialistas debateram a necessidade de adequações pedagógicas, infraestruturais e na organização e valorização dos profissionais para garantir uma educação integral de qualidade. O diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Fábio Pereira Bravin, destacou que o crescimento das matrículas em tempo integral foi de 13 pontos percentuais nos últimos dez anos, sendo o Nordeste a região com maior crescimento proporcional.
Além disso, foi ressaltada a importância de uma concepção de educação integral que envolva mudanças no currículo, projetos pedagógicos adequados, infraestrutura de qualidade, formação e valorização dos professores, avaliação contínua e articulação com as famílias e outras políticas públicas. O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Cesar Callegari, defendeu a implementação de novas diretrizes para garantir parâmetros de qualidade na educação integral.
A secretária de Educação do Ceará, Jucineide Fernandes, ressaltou a importância de diversificar as experiências oferecidas aos estudantes, com atividades como arte e leitura, e destacou a necessidade de uma proposta pedagógica bem estruturada para garantir mais aprendizagem e desenvolvimento. Por outro lado, a secretária de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Odisséia Pinto de Carvalho, chamou atenção para a valorização dos profissionais como condição essencial para sustentar a expansão do ensino em tempo integral.
A audiência também abordou a relação entre a educação integral e a proteção social, ressaltando a importância da articulação da política educacional com outras ações, como a oferta de creches, para atender estudantes de famílias mais vulneráveis. Os debates fazem parte da avaliação do Programa Escola em Tempo Integral pela CE e devem subsidiar o relatório final, que reunirá informações obtidas por meio de requerimentos de informação, consultas e diligências.
