SENADO FEDERAL – “Estudantes de Medicina Precisarão Aprovar Exame Nacional para Registro Profissional, Decisão do Governo Lula Visa Garantir Qualidade na Formação”

Na última sexta-feira, 19, uma nova medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, traz uma mudança significativa para os estudantes de medicina no Brasil. A partir de agora, será obrigatório que os alunos que ingressarem no curso após a publicação da MP 1.370/2026 sejam aprovados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para conseguirem seu registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).

Essa nova exigência visa assegurar que apenas profissionais bem preparados entrem no mercado de trabalho, atendendo a uma necessidade crescente de qualidade na formação médica. Com essa mudança, os alunos reprovados terão a oportunidade de refazer o exame em edições subsequentes, que ocorrerão a cada seis meses. Essa estrutura já existe para acompanhar e avaliar o desempenho dos alunos do sexto ano, assim como o desempenho das instituições de ensino. Além disso, a prova também será aplicada aos estudantes do quarto ano com a finalidade de diagnosticar e aprimorar a qualidade do ensino.

Os resultados do Enamed na sua estreia, em 2025, indicaram que apenas 67% dos 39.258 formandos conseguiram um desempenho satisfatório, com as piores notas concentradas em instituições privadas e municipais. Essa situação, segundo o governo federal, revela um crescimento descontrolado de cursos de medicina, especialmente no setor privado, muitas vezes em desacordo com os critérios regulatórios.

A medida provisória ainda alude a um projeto de lei em tramitação no Senado, que sugere que o Conselho Federal de Medicina (CFM) seja o responsável pela aplicação do exame de proficiência. No entanto, o governo argumenta que o Ministério da Educação deve coordenar a prova, uma vez que a habilitação e a avaliação do curso são duas dimensões que caminham juntas dentro de uma mesma política pública.

Além da nova estrutura de avaliação, a MP também introduz o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica, cuja intenção é elevar a qualidade dos programas de residência médica.No que diz respeito ao desempenho acadêmico, cursos que não atingirem um nível satisfatório poderão ser supervisionados pelo MEC, que, por sua vez, tem o poder de implementar sanções como a redução na quantidade de vagas autorizadas e a suspensão de vestibulares.

Por fim, outra importante alteração é que o Enamed substituirá a primeira fase do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), dando uma nova configuração ao processo de validação de diplomas. O Congresso Nacional terá um prazo de até 120 dias para analisar e aprovar essa medida, que, se convertida em lei, poderá impactar profundamente a formação médica no país.

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