Idealizada pela senadora Augusta Brito, do partido dos Trabalhadores do Ceará, a matéria teve a relatoria da senadora Ivete da Silveira, do MDB de Santa Catarina, que também manifestou seu apoio à iniciativa. Agora, a proposta seguirá para a Comissão de Educação, onde poderá ser discutida e aprimorada.
A senadora Augusta destacou a importância da educação no combate à violência de gênero, afirmando que o respeito às mulheres deve ser ensinado desde cedo nas escolas. Essa abordagem é especialmente relevante em um país como o Brasil, onde a violência contra mulheres é uma realidade alarmante. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2021, 3.858 mulheres foram vítimas de homicídios violentos, evidenciando a necessidade urgente de ações preventivas.
Além disso, a senadora apontou que o relatório mais recente do Atlas da Violência mostrou um aumento de 0,3% na taxa de homicídios de mulheres entre 2020 e 2021, ao passo que a taxa geral de homicídios apresentou uma queda. Essas estatísticas alarmantes reforçam a urgência e a relevância da proposta em tramitação.
A relatora Ivete da Silveira, em seu parecer, declarou que o projeto não apenas busca justiça, mas também valoriza a leitura como um meio poderoso para promover a convivência pacífica e respeitosa entre os indivíduos. Ela enfatizou que o Brasil não é definido apenas pela violência, mas também pela sua capacidade de agir contra ela, destacando a importância da educação como aliada neste combate. Essa nova legislação, portanto, visa não apenas informar, mas também transformar a sociedade, oferecendo ferramentas para a construção de um futuro mais igualitário e seguro para todos.





