SENADO FEDERAL – Documentário destaca trajetória de mulheres negras impactadas por leis aprovadas no Senado em comemoração aos 200 anos.

No último domingo (15), a Esplanada dos Ministérios foi tomada por projeções especiais no Congresso Nacional. As imagens projetadas incluíam discursos e personalidades importantes, como Ulysses Guimarães, Abdias Nascimento, Benedita da Silva, Zenaide Maia e Paulo Paim. Essa projeção faz parte do documentário “Quando Elas Se Movimentam”, dirigido por Susanna Lira, que surgiu em comemoração aos 200 anos do Senado.

O documentário conta a história de três mulheres negras, Antônia Faleiros, Luana Xavier e Angélica Silva, destacando suas trajetórias em relação às conquistas de direitos no Brasil. Susanna Lira, dedicada a filmes sobre gênero e direitos humanos, explicou que a ideia do documentário surgiu a partir do convite do Senado. Ela ressaltou a importância de destacar essas histórias e mostrar como as leis aprovadas impactaram a vida dessas mulheres.

Além disso, o filme aborda o processo de aprovação de uma lei, mostrando as dificuldades enfrentadas nesse caminho. A representatividade das personagens escolhidas, mulheres de diferentes perfis e regiões do Brasil, foi destacada como um ponto fundamental para inspirar outras mulheres.

A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Érica Ceolin, ressaltou que a projeção no Congresso Nacional representa a atuação da Casa na escuta ativa da sociedade. As imagens projetadas destacam a importância do Senado ao longo dos 200 anos de história do Brasil, evidenciando a conquista de direitos para a população negra, especialmente para as mulheres que sofrem com preconceitos.

O documentário “Quando Elas Se Movimentam” tem previsão de estreia para novembro e mostra o engajamento das cineastas em diferentes comunidades, como o Quilombo Júlio Borges no Rio Grande do Sul. A obra destaca as histórias e projetos das protagonistas, como o monólogo “Pequeno Manual Antirracista” e o projeto “Justiça vai à escola”, ambos com o objetivo de debater direitos e promover a igualdade.

Em suma, o documentário é uma homenagem às conquistas e lutas das mulheres negras no Brasil, destacando a importância do Senado na garantia e defesa desses direitos ao longo de sua história.

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