O filme conta a história de três mulheres negras — Antônia Faleiros, Luana Xavier e Angélica Silva — e como suas vidas foram impactadas por episódios importantes na luta pelos direitos no Brasil. Através de trechos de discursos, votações e debates, o documentário pretende mostrar a participação popular e as decisões marcantes que ocorreram no Congresso ao longo dos anos.
Segundo Érica Ceolin, diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, as imagens projetadas são uma forma de evidenciar a importância da atuação do Senado nos 200 anos de história do Brasil, destacando a conquista de direitos para a população negra e, especialmente, para as mulheres mais vulneráveis. Ela ressalta a necessidade de uma escuta ativa da sociedade e o papel crucial da população em reivindicar seus direitos.
A escolha de Susanna Lira para dirigir o documentário não foi por acaso, já que a cineasta possui vasta experiência em filmes que abordam questões relacionadas às mulheres, como “Positivas” (2010) e “Torre das Donzelas” (2018). Além disso, Susanna Lira é reconhecida por suas cinebiografias de personalidades como o humorista Mussum e os jogadores Adriano e Walter Casagrande, e está lançando o filme “Fernanda Young: Foge-me ao Controle”.
O Senado, criado pela primeira Constituição brasileira em 1824 por Dom Pedro I, completa 200 anos em 2024 e tem promovido diversas atividades ao longo do ano para celebrar essa data histórica. Com a exibição desses discursos marcantes, o documentário “Quando Elas se Movimentam” contribui para manter viva a memória e a importância das conquistas políticas no Brasil.





