Carlos Viana, presidente da CPMI e senador do Podemos, destacou que a autorização para que o delegado falasse sobre informações já amplamente divulgadas na mídia foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Viana, o depoimento revelou a magnitude de uma organização criminosa que, segundo ele, “tomou de assalto” os recursos destinados aos aposentados no Brasil.
Alfredo Gaspar, relator da CPMI e deputado da União, elogiou a abordagem do ministro André Mendonça, do STF, que permitiu que o delegado compartilhasse informações já conhecidas sem comprometer a continuidade das investigações. Gaspar enfatizou o objetivo da comissão em garantir transparência e dar respostas à população.
Por outro lado, a relevância de preservar a integridade da investigação foi sublinhada por Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso. Ele ressaltou que expor detalhes da apuração poderia prejudicar a responsabilização dos envolvidos. De acordo com Rodrigues, a maioria das informações já havia sido divulgada, mas ainda restam aspectos delicados que, se revelados, poderiam colocar em risco a investigação.
Em meio às discussões, os senadores também comentaram sobre o depoimento da defensora pública Patrícia Bettin Chaves, que apontou a ocorrência das primeiras fraudes entre 2018 e 2019. Rogerio Marinho, líder da oposição no Senado, afirmou que o aumento das reclamações sobre descontos indevidos se intensificou desde 2023, destacando um clima de descalabro percebido na administração atual.
Enquanto isso, Randolfe defendeu a tese de que o esquema de fraudes não começou recentemente, mas foi desmantelado no presente governo. O deputado Marcel Van Hattem também ressaltou que o problema dos descontos não autorizados existia antes do atual governo, mas que se agravou durante a gestão de Lula. A CPMI continua a atuar na busca por respostas sobre as falhas no sistema de previdência e a responsabilidade sobre os escândalos que vêm à tona.