SENADO FEDERAL – Debate na CAS discute regulamentação da profissão de acupunturista, mas tema ainda não está pacificado no Senado.

Em uma audiência pública realizada nesta terça-feira (19) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o Projeto de Lei 5.983/2019, que busca regulamentar a profissão de acupunturista, foi debatido. O senador Paulo Paim (PT-RS) é o relator dessa proposta. Durante a reunião, diversas entidades defenderam a autorização do exercício dessa atividade, porém, a questão ainda não está completamente estabelecida no Senado. O senador Dr. Hiran (PP-RR) sustenta a opinião de que apenas os médicos devem ser responsáveis por prescrever medicamentos e realizar diagnósticos de doenças.

A regulamentação da profissão de acupunturista tem sido um tema bastante discutido no Brasil. O PL 5.983/2019, que está em análise no Senado, busca estabelecer regras e requisitos para o exercício da atividade, a fim de garantir a qualidade e segurança dos tratamentos oferecidos pelos profissionais dessa área. O senador Paulo Paim, como relator dessa proposta, tem a responsabilidade de avaliar os argumentos favoráveis e contrários a essa regulamentação, visando chegar a um consenso sobre o assunto.

Durante a audiência pública da CAS, diversas entidades se manifestaram a favor da autorização do exercício da profissão de acupunturista. Essas entidades enfatizaram a importância dessa prática milenar, que tem sido utilizada para tratar diversas enfermidades e promover o bem-estar físico e mental dos pacientes. Segundo essas organizações, a regulamentação da profissão é fundamental para garantir que os acupunturistas sejam profissionais qualificados e capacitados, oferecendo um tratamento seguro e eficaz.

Por outro lado, o senador Dr. Hiran defendeu a posição de que apenas os médicos devem ter autoridade para prescrever medicamentos e realizar diagnósticos de doenças. Ele argumentou que a acupuntura, assim como qualquer outra técnica terapêutica, pode ter efeitos colaterais e deve ser supervisionada por um profissional da área médica. O senador destacou a importância de se garantir a segurança e a saúde dos pacientes, evitando possíveis danos causados por erros de diagnóstico ou tratamento.

Diante dessas divergentes posições, o Senado ainda terá um longo caminho pela frente na discussão e votação do PL 5.983/2019. É fundamental que os parlamentares analisem de forma criteriosa todos os argumentos apresentados, a fim de tomar uma decisão que seja coerente e que leve em consideração tanto a importância da acupuntura como terapia complementar quanto a necessidade de garantir a saúde e segurança dos pacientes. O envolvimento das entidades e profissionais do setor é essencial para contribuir com o debate e auxiliar na elaboração de uma legislação adequada e que atenda às demandas da sociedade.

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