Em suas declarações, Alessandro Vieira enfatizou a complexidade do desafio que o crime organizado representa no país, transcendendo o âmbito da segurança pública para se tornar uma questão de soberania nacional. O senador destacou a necessidade de uma resposta estatal que não apenas demonstre disposição política, mas que também conte com recursos adequados, integração entre as instituições e, primordialmente, um compromisso firme com a legalidade e a transparência.
O relatório final abrange cerca de 200 páginas e, além dos indiciamentos dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, inclui no rol de autoridades a serem responsabilizadas o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Após sua deliberação, o documento será enviado ao Ministério Público Federal, dando continuidade ao processo.
A CPI, que foi instaurada em novembro de 2025, tinha um prazo definido de 120 dias para suas atividades, sem prorrogações. Durante esse período, os senadores se dedicaram a investigar a operação e a expansão das organizações criminosas no Brasil, realizando 18 reuniões, apresentando 312 requerimentos e analisando 134 documentos.
Os achados da comissão apontaram para a interligação entre a criminalidade violenta e os crimes financeiros, evidenciando como essas organizações operam em conjunto para aumentar seus lucros e dificultar as ações do Estado na repressão. Com isso, os senadores pretendem utilizar o relatório não apenas como um diagnóstico da situação atual, mas também como base para a formulação de políticas públicas e legislações que modernizem a abordagem do país no combate ao crime organizado.
