SENADO FEDERAL – Congresso Retira Trechos do Veto 3/2026 e Evita Flexibilização de Penas para Crimes Graves em Decisão Polêmica de Davi Alcolumbre

Na última quinta-feira, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, fez um anúncio significativo durante uma sessão conjunta que atraiu a atenção dos parlamentares e do público. Ele informou a retirada de trechos do Veto 3/2026, que é parte do projeto conhecido como PL da Dosimetria, de autoria do deputado Marcelo Crivella. Essa iniciativa legislativa estava sendo discutida no contexto de modificação das penas para crimes graves.

Davi Alcolumbre explicou que a exclusão dos trechos visava preservar a rigidez na aplicação das penas para crimes considerados hediondos, feminicídio e atividades em organizações criminosas. Essa decisão é vista como uma forma de evitar que a progressão de pena em regime mais brando fosse flexibilizada para os condenados por esses delitos. O senador ressaltou a importância de se manter a integridade das leis que foram recentemente sancionadas, visando coibir a criminalidade.

Os dispositivos que foram retirados da apreciação se referem à progressão de pena conforme estipulado na Lei de Execução Penal. Segundo Alcolumbre, a manobra legislativa evita um conflito com a Lei Antifacção, que foi aprovada recentemente e endureceu as sanções para crimes graves. Caso o veto tivesse sido integralmente derrubado, as propostas mais brandas poderiam ter voltado a valer, frustrando as intenções do legislador ao aprovar normas mais severas.

A deliberação sobre a questão gerou um debate acalorado entre os parlamentares. A deputada Jandira Feghali defendeu a manutenção total do veto presidencial, argumentando que a abordagem proposta pelo PL da Dosimetria poderia reduzir penas em desacordo com as diretrizes mais rígidas estabelecidas pela Lei Antifacção. Em contrapartida, o senador Esperidião Amin, relator do projeto, manifestou apoio à medida, argumentando que o foco principal sempre foi restringir a progressão de pena para aqueles responsáveis por crimes graves.

Outro ponto de discussão veio da deputada Maria do Rosário, que criticou a escolha do veto a ser analisado em meio aos 81 que estavam na pauta do Congresso, argumentando que essa seleção deveria ter seguido critérios mais abrangentes.

O debate se desenrolou em um clima de tensão, refletindo a diversidade de opiniões sobre como a legislação deve lidar com a criminalidade em uma sociedade que clama por justiça e segurança. A sessão foi uma demonstração clara das complexidades enfrentadas pelos legisladores ao tentarem equilibrar a justiça penal com a necessidade de proteger a sociedade.

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