SENADO FEDERAL – Comissão de Relações Exteriores Aprova Acordo Internacional do Café, Reduzindo Contribuições do Brasil e Ampliando Participação Privada na OIC

Na última terça-feira (11), a Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou o Acordo Internacional do Café de 2022, que traz uma atualização significativa nas diretrizes da Organização Internacional do Café (OIC). Este novo acordo visa reestruturar a maneira como os votos e as contribuições financeiras dos países membros são organizados.

O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, foi o responsável por relatar a proposta, que agora segue para a análise do Plenário. Uma das mudanças mais notáveis promovidas pelo novo acordo é a redução da contribuição brasileira na OIC. No ano-calendário de 2022/2023, o Brasil havia contribuído com cerca de 362.050 libras esterlinas, equivalentes a aproximadamente R$ 2,51 milhões. Com a implementação das novas regras, essa quantia deve cair para cerca de 260.966 libras esterlinas, ou R$ 1,81 milhão. Essa diminuição está atrelada ao aumento da participação de outros países no comércio por meio da reexportação, facilitando a repartição das obrigações financeiras.

Outro aspecto importante do acordo é a inclusão de instituições do setor privado e organizações da sociedade civil como membros afiliados da OIC. Isso permitirá que essas entidades tenham voz nas discussões da organização, oferecendo assessoria técnica e participando das atividades relacionadas ao café. A definição dos requisitos para o ingresso e as contribuições anuais desse novo grupo ficará a cargo do Conselho Internacional do Café.

Além disso, o acordo estabelece a criação do Grupo de Trabalho Público-Privado do Café (GTPPC), com a finalidade de desenvolver estratégias voltadas aos preços, à volatilidade do mercado e à sustentabilidade do setor cafeeiro a longo prazo. As novas regras abordam também temas cruciais como cooperação internacional, transparência no comércio, qualidade do café, segurança alimentar e acessibilidade a crédito, além de questões relacionadas às mudanças climáticas e condições de trabalho.

De acordo com o senador Viana, essa reformulação vai fortalecer a posição do Brasil na OIC e permitir uma maior inclusão de entidades privadas e da sociedade civil no diálogo sobre o futuro do setor. Ele acredita que a atualização poderá trazer benefícios significativos ao país, embora quaisquer alterações futuras que impliquem encargos adicionais precisem da aprovação do Congresso Nacional. Portanto, os impactos do novo acordo poderão ser amplos e duradouros, refletindo na dinâmica do mercado cafeeiro brasileiro e na sua inserção no cenário internacional.

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