A iniciativa foi proposta pela senadora Damares Alves, presidente da CDH e representante do estado do Distrito Federal pelo partido Republicanos. A parlamentar destaca que durante a Segunda Guerra Mundial, estima-se que entre 220 mil e 500 mil ciganos foram brutalmente assassinados pelo regime nazista e seus aliados. Apesar desta tragédia de proporções imensas, a memória das vítimas ciganas frequentemente ficou relegada a um segundo plano, fora das discussões públicas e dos esforços de rememoração.
Em suas palavras, a senadora enfatiza que no Brasil, o debate sobre o Holocausto cigano ainda está em seus estágios iniciais. O enfrentamento ao anticiganismo, uma forma específica de racismo, continua a ser um desafio que exige ações urgentes e estruturalmente integradas nas políticas públicas voltadas aos direitos humanos e à promoção da igualdade racial.
A audiência pública contará com a participação de especialistas e representantes de organizações que atuam na defesa dos direitos das comunidades ciganas. Entre os convidados estão Aline Miklos, do Instituto Vladimir Herzog; Carlos Reiss, do Museu do Holocausto de Curitiba; Igor Shimura, cientista social e professor; Hayanne Iovanovitchi, fundadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil; Marcos Toyansk, do Grupo de Estudos Ciganos da USP; e um representante do Coletivo Cigano Juntos Somos Mais Fortes.
O evento será interativo, permitindo que cidadãos enviem perguntas e comentários via Ouvidoria do Senado ou pelo Portal e-Cidadania. Essa interação possibilita que as mensagens sejam lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e debatedores presentes. Além disso, o Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser utilizada como atividade complementar em cursos universitários. O Portal e-Cidadania também está disponível para que a população opine sobre projetos legislativos e sugira novas leis.
Por meio dessa audiência, a CDH busca promover uma maior conscientização sobre a história e os desafios enfrentados pelos ciganos, reafirmando a importância de respeitar e preservar a memória das comunidades afetadas por perseguições ao longo da história.
