SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos Aprova Política Nacional de Proteção à Pessoa com Síndrome de Tourette, Garantindo Inclusão e Reconhecimento como Deficiência.

Na última quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deu um passo significativo ao aprovar um projeto que visa instituir a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette. Essa proposta reconhece formalmente essas pessoas como deficientes, especialmente quando os sintomas da síndrome comprometem de maneira significativa sua funcionalidade e participação social.

A síndrome de Tourette é caracterizada por tiques, que podem se manifestar como movimentos repetitivos ou vocalizações involuntárias, como piscar os olhos, movimentos dos ombros ou até a emissão de palavras ofensivas. Embora não exista uma cura definitiva, é possível controlar os sintomas com o tratamento adequado. Segundo informações de instituições de saúde, estima-se que esta síndrome afete cerca de 150 mil pessoas anualmente no Brasil, ressaltando a relevância e a urgência da implementação de políticas públicas voltadas para essa população.

O projeto de lei, que tramitou sob a relatoria do senador Alessandro Vieira, agora avança para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O relator enfatiza que essa iniciativa é crucial para combater as barreiras enfrentadas por indivíduos com a síndrome e promover a inclusão efetiva na sociedade. Ele defende a importância de uma avaliação biopsicossocial individualizada, que permitirá um melhor entendimento dos casos e garante o acesso aos direitos e benefícios estabelecidos.

O projeto estabelece direitos fundamentais para as pessoas com Síndrome de Tourette, incluindo diagnóstico precoce, acesso a informações que favoreçam o tratamento e a possibilidade de adaptações razoáveis no ambiente de trabalho. Além disso, há a proibição de exclusão de planos de saúde e recusa de matrícula em instituições de ensino. A proposta também garante prioridade de atendimento em estabelecimentos, especialmente para aqueles que utilizam o cordão de girassol, um símbolo que identifica deficiências menos visíveis.

Essas medidas representam um avanço significativo na luta por direitos e inclusão de pessoas com Síndrome de Tourette, refletindo um comprometimento com a dignidade e qualidade de vida dessa população. A expectativa agora reside na continuidade do trâmite legislativo e na implementação efetiva dessas políticas, que visam não apenas reconhecer, mas também promover a equidade social.

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