Entre os pontos cruciais que deverão ser debatidos estão a isenção da cesta básica, inclusive carnes, que é uma demanda forte entre os parlamentares. Outro elemento relevante é a implementação do chamado “cashback” de impostos, que prevê a devolução de tributos pagos sobre as contas de água, luz e gás para famílias de baixa renda. A proposta também contempla a redução de tributos sobre medicamentos, uma medida que poderia aliviar o orçamento familiar de diversos brasileiros.
Enquanto isso, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da regulamentação da reforma tributária, reiterou a necessidade de retirar o pedido de urgência que estipula um prazo de 45 dias para a votação da proposta. Segundo o parlamentar, o prazo é insuficiente para um tema de tamanha complexidade. Ele argumenta que um debate mais aprofundado e amplo é essencial para evitar erros que possam surgir de uma análise precipitada.
Braga ressalta que os líderes partidários também fizeram um apelo para mais tempo de discussão, destacando a complexidade das mudanças apresentadas. A preocupação é que, sem o devido tempo para análise e debate, detalhes importantes possam ser ignorados, resultando em uma legislação que não atenda integralmente às necessidades do país.
A formação deste grupo de trabalho na CAE e o pedido de mais tempo na CCJ mostram que o Senado está ciente da necessidade de uma abordagem cautelosa e bem fundamentada. Esses movimentos indicam uma busca por soluções que realmente beneficiem a sociedade brasileira, ajustando a proposta de reforma tributária às realidades e demandas mais urgentes do país.
