SENADO FEDERAL – Comissão de Assuntos Econômicos aprova projeto que uniformiza aplicação de juros e correção monetária em contratos de dívida e débitos trabalhistas.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em sessão realizada na terça-feira (14), aprovou o projeto que propõe a uniformização da aplicação de juros e correção monetária em contratos de dívida sem taxa convencionada, em ações por perdas e danos e em débitos trabalhistas. O texto, relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), foi aprovado e agora segue para a votação do Plenário do Senado.

O projeto em questão trata-se de um substitutivo ao PL 6.233/2023, apresentado pelo Poder Executivo e já aprovado na Câmara dos Deputados. O relatório elaborado pelo senador unificou dispositivos das propostas originais e agora aguarda a apreciação dos senadores em Plenário.

Uma das principais alterações propostas pelo projeto é a inclusão no Código Civil da utilização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como índice de atualização monetária nos contratos que não o especificarem. Além disso, a taxa legal de juros será determinada como a diferença entre a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e o IPCA.

Durante a reunião da CAE, o senador Rogério Carvalho apresentou uma complementação em seu voto, acatando emendas sugeridas pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Dentre as mudanças propostas, está a revogação de um artigo da Consolidação das Leis do Trabalho que estipula a Taxa Referencial (TR) como índice de atualização dos créditos oriundos de condenações judiciais.

Ao elogiar as alterações feitas no projeto, o senador Esperidião Amin (PP-SC) ressaltou que estas estão alinhadas com o interesse público. A uniformização da taxa de juros legal e da atualização monetária proposta pelo projeto visa proporcionar segurança jurídica aos contratos, o que, segundo os parlamentares, reduzirá o chamado Custo Brasil e aumentará a competitividade das empresas atuantes no país. A expectativa é de que a nova legislação traga mais clareza e eficiência às operações econômicas, beneficiando tanto pessoas jurídicas quanto físicas.

A proposta, caso aprovada no Senado, entrará em vigor 60 dias após a publicação da lei, trazendo consigo mudanças significativas para o cenário econômico e jurídico do país.

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