O primeiro indicado é Diogo Thomson, atual superintendente-adjunto do Cade e procurador da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Ele defendeu a aproximação do conselho com o Senado durante a sabatina na CAE. Já o segundo procurador da PGFN indicado, José Levi Mello do Amaral Júnior, apontou os Termos de Compromisso de Cessação (TCC) como uma forma de desafogar o Poder Judiciário. Camila Cabral, economista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltou a importância de compreender as peculiaridades de cada setor da economia para promover a livre concorrência. Por fim, o consultor legislativo do Senado em direito econômico, Carlos Jacques Vieira Gomes, ressaltou a atuação consolidada do Cade atualmente e a importância da análise econômica aplicada aos casos.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indagou como o Congresso Nacional pode auxiliar na cultura de livre concorrência, e José Levi apontou a importância de continuar acompanhando a dinâmica da legislação que estrutura o Cade. Por sua vez, Carlos Jacques destacou que a análise de cada caso parte do método adotado pelo Cade, e que talvez não seja exatamente uma questão de mudança da lei.
Caso sejam nomeados, os quatro candidatos comporão o Tribunal Administrativo do Cade, juntamente com outros dois conselheiros e um presidente. O tribunal é responsável por julgar infrações à ordem econômica e decidir sobre questões de concorrência comercial, entre outras atribuições. O mandato do presidente e dos conselheiros é de quatro anos, não coincidentes, vedada a recondução. O Cade foi criado em 1962 como um órgão do Ministério da Justiça e hoje é uma autarquia vinculada à pasta e é regido pela Lei 12.529, de 2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.
