A proposta estabelece que a PNEEF deve ser desenvolvida por meio de ações coordenadas nos sistemas de ensino, abrangendo redes escolares e instituições educacionais. Dentre as iniciativas sugeridas estão a criação de cursos de formação visando capacitar professores e gestores, a realização de feiras e eventos relacionados ao empreendedorismo e finanças, além de estabelecer parcerias com universidades, empresas e organizações sociais. Para as entidades federativas e municípios, a proposta prevê apoio técnico e financeiro da União, crucial para a execução efetiva da nova política nas salas de aula.
A relatora do projeto, senadora Professora Dorinha Seabra, destacou a importância da integração desses temas educacionais nas diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com as mudanças propostas, a LDB não apenas inclui o empreendedorismo e a educação financeira como conteúdos transversais, mas também enfatiza a importância da “orientação para o trabalho” como um pilar essencial da formação acadêmica. Isso visa preparar os estudantes para um ambiente de trabalho inovador e dinâmico, proporcionando autonomia, pensamento crítico e criatividade.
A senadora enfatizou que a necessidade dessa proposta se destaca frente às transformações que ocorrem na economia moderna. O ensino de competências financeiras é considerado uma demanda urgente da sociedade, sendo fundamental para reduzir a vulnerabilidade dos jovens em relação ao gerenciamento de suas finanças pessoais. Além disso, a aprovação deste projeto foi considerada economicamente viável pela CAE, já que as diretrizes propostas não geram obrigações financeiras imediatas ao governo.
Os senadores também se mostraram entusiasmados com a proposta, considerando que a inclusão da educação financeira nas escolas é uma maneira de combater o elevado índice de endividamento familiar. Em contextos onde uma parte significativa da população enfrenta dificuldades financeiras, a formação em administração de recursos e empreendedorismo pode ser um passo decisivo para a construção de um futuro mais saudável e sustentável economicamente para as novas gerações. Assim, a proposta segue agora para a Comissão de Educação, onde deverá ser debatida e analisada mais profundamente.
