SENADO FEDERAL – Comissão aprova Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira para reforçar ensino básico no Brasil e preparar jovens para o mercado de trabalho.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou recentemente uma proposta que visa implementar a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira (PNEEF) em todos os níveis da educação básica. O Projeto de Lei 2.356/2024, de autoria do senador Jayme Campos, busca integrar o empreendedorismo e a educação financeira de forma transversal nos currículos das escolas, promovendo a capacitação dos alunos para os desafios contemporâneos do mercado.

A proposta estabelece que a PNEEF deve ser desenvolvida por meio de ações coordenadas nos sistemas de ensino, abrangendo redes escolares e instituições educacionais. Dentre as iniciativas sugeridas estão a criação de cursos de formação visando capacitar professores e gestores, a realização de feiras e eventos relacionados ao empreendedorismo e finanças, além de estabelecer parcerias com universidades, empresas e organizações sociais. Para as entidades federativas e municípios, a proposta prevê apoio técnico e financeiro da União, crucial para a execução efetiva da nova política nas salas de aula.

A relatora do projeto, senadora Professora Dorinha Seabra, destacou a importância da integração desses temas educacionais nas diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com as mudanças propostas, a LDB não apenas inclui o empreendedorismo e a educação financeira como conteúdos transversais, mas também enfatiza a importância da “orientação para o trabalho” como um pilar essencial da formação acadêmica. Isso visa preparar os estudantes para um ambiente de trabalho inovador e dinâmico, proporcionando autonomia, pensamento crítico e criatividade.

A senadora enfatizou que a necessidade dessa proposta se destaca frente às transformações que ocorrem na economia moderna. O ensino de competências financeiras é considerado uma demanda urgente da sociedade, sendo fundamental para reduzir a vulnerabilidade dos jovens em relação ao gerenciamento de suas finanças pessoais. Além disso, a aprovação deste projeto foi considerada economicamente viável pela CAE, já que as diretrizes propostas não geram obrigações financeiras imediatas ao governo.

Os senadores também se mostraram entusiasmados com a proposta, considerando que a inclusão da educação financeira nas escolas é uma maneira de combater o elevado índice de endividamento familiar. Em contextos onde uma parte significativa da população enfrenta dificuldades financeiras, a formação em administração de recursos e empreendedorismo pode ser um passo decisivo para a construção de um futuro mais saudável e sustentável economicamente para as novas gerações. Assim, a proposta segue agora para a Comissão de Educação, onde deverá ser debatida e analisada mais profundamente.

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