SENADO FEDERAL – Comissão aprova lei que facilita regularização de terrenos para instituições religiosas e sociais em áreas urbanas ocupadas informalmente

Na última quarta-feira, 15, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal deu um passo importante na regulamentação de terrenos ocupados informalmente por instituições religiosas, entidades de assistência social e organizações sem fins lucrativos. A proposta, conhecida como PL 1.905/2023, foi aprovada e agora segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto, de autoria do deputado Dr. Jaziel, representante do PL no Ceará, visa facilitar a regularização dessas áreas através do Reurb, uma política pública especialmente voltada para a regularização de áreas urbanas que historicamente enfrentam problemas de documentações legais. A relatora da matéria na CAS, a senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, destacou a importância dessa iniciativa ao afirmar que a falta de documentação muitas vezes impede instituições de realizarem investimentos significativos e de manterem a continuidade de serviços essenciais à população.

De acordo com Alves, muitas dessas organizações desempenham papéis vitais nas comunidades, oferecendo serviços de saúde, assistência social e apoio a grupos vulneráveis. A regularização de seus terrenos não é apenas uma questão burocrática, mas sim uma ferramenta que pode potencializar a atuação dessas entidades, garantir a segurança jurídica e, consequentemente, melhorar a qualidade dos serviços prestados.

A iniciativa já gera expectativas positivas entre as instituições envolvidas, que enfrentam desafios constantes relacionados à legalização de suas ocupações. Com a aprovação desse projeto, acredita-se que haverá um fortalecimento das ações realizadas por essas entidades, promovendo um ambiente mais estável para o desenvolvimento de atividades de interesse social.

Agora, o projeto contará com um novo olhar na Comissão de Constituição e Justiça, onde receberá análise sobre sua constitucionalidade e viabilidade jurídica. Uma vez aprovada nessa fase, a proposta pode seguir para votação em plenário, podendo se tornar um marco importante na facilitação da regularização de terrenos e, por conseguinte, no apoio ao trabalho de entidades que atuam em prol do bem-estar social.

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