De acordo com o novo texto, as penalidades propostas variam de dois a cinco anos de reclusão, podendo ser ampliadas para até seis anos em casos mais graves. Esses casos incluem tortura, abuso sexual, e a transmissão de situações de violência contra animais por meio de redes sociais. Se resultar na morte do animal, a pena também é exacerbada. Anteriormente, as punições para tais crimes eram limitadas a detenção de três meses a um ano, além de multas.
O projeto tramita após parecer favorável da senadora Leila Barros e, ao receber a aprovação, outras dez iniciativas relacionadas a maus-tratos foram prejudicadas, pois foram consolidadas na proposta. A relatora destacou a importância de um conjunto de medidas que não apenas aumentam as penalidades, mas que também incluam ações educativas e preventivas, sinalizando uma mudança significativa na forma como o país lida com a crueldade contra os animais.
Entre as inovações, o texto revê a Lei de Crimes Ambientais e o Estatuto da Criança e do Adolescente, ampliando a proteção legal a todos os animais, e não somente a cães e gatos. Novas condutas relacionadas à negligência e à crueldade foram tipificadas, introduzindo sanções adicionais, como a proibição de posse de animais para aqueles condenados.
Além disso, o projeto propõe a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Detecção de Maus-Tratos a Animais, que será regulamentado pelo Poder Executivo e contará com um canal de denúncias integrado, assegurando o anonimato dos denunciantes. O sistema também pretende manter um cadastro nacional de pessoas condenadas por maus-tratos, acessível por CPF, que deverá ser consultado por estabelecimentos comerciais antes da transferência de posse de animais.
Com essas medidas, a proposta busca uma resposta mais efetiva à crescente demanda por legislações que garantam a proteção dos animais, refletindo uma evolução nas normas sociais em face à crueldade ainda presente em nossa sociedade. A iniciativa se destaca não apenas pela rigorosa penalização dos infratores, mas também pelo reconhecimento da necessidade de um ambiente que promova cuidados éticos com os animais desde a infância.
