SENADO FEDERAL – CCJ aprova novo seguro obrigatório para veículos e aumenta limite de despesas da União em R$15,7 bilhões; projeto segue para o Plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (7) um importante projeto de lei que impactará diretamente os donos de veículos no país. Trata-se da criação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), semelhante ao antigo DPVAT. Aprovado por 15 votos a favor e 11 contrários, o projeto segue agora para o Plenário, que terá sessão marcada para as 14h.

O projeto, apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo na Casa, visa garantir um seguro obrigatório para cobrir despesas de vítimas de acidentes de trânsito. A proposta prevê que o SPVAT seja cobrado dos proprietários de veículos e usado para pagamento de indenizações em caso de acidentes.

Durante a discussão na CCJ, o senador Jaques Wagner destacou que a recriação do DPVAT não tem o intuito de gerar lucro para o governo, mas sim de garantir um suporte financeiro para as vítimas de acidentes. Ele ressaltou que o valor do seguro será de aproximadamente R$ 50 a R$ 60, muito abaixo dos valores praticados quando as grandes seguradoras controlavam o DPVAT.

Além da criação do SPVAT, o projeto traz alterações significativas em relação às despesas cobertas pelo seguro. A Câmara dos Deputados ampliou a lista de custos que poderão ser reembolsados pelo SPVAT, incluindo assistência médica, fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses e próteses. Também serão cobertos serviços funerários e despesas com reabilitação profissional de vítimas que ficarem parcialmente inválidas.

No entanto, o projeto recebeu críticas da oposição, que argumentou que a criação do SPVAT aumentará a carga tributária para os proprietários de veículos. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que o novo seguro terá natureza arrecadatória e beneficiará principalmente o Estado, gerando mais encargos para os cidadãos.

Apesar das críticas, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu a importância do seguro obrigatório, destacando que seu objetivo é garantir a proteção das vítimas de acidentes de trânsito. Ele ressaltou que o seguro não deve ser visto como um imposto, mas sim como um contrato de proteção social.

Além da criação do SPVAT, o projeto também traz alterações no arcabouço fiscal, permitindo a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal. Essa medida, que antecipa em dois meses a abertura de crédito, poderá permitir uma elevação nas despesas da União em R$ 15,7 bilhões.

Com impacto direto nos proprietários de veículos e nas políticas fiscais do país, o projeto do SPVAT promete gerar debates acalorados no Plenário e continuar sendo tema de discussões entre os parlamentares e a sociedade. A expectativa é de que a proposta seja votada em breve, trazendo mudanças significativas para o setor de seguros e para as políticas de proteção às vítimas de acidentes de trânsito.

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