A criação da data comemorativa é fruto de uma proposta que tramitou na Câmara dos Deputados e ganhou destaque no Senado, onde foi relatada pelo ex-senador Anibal Diniz, do Acre. Em sua análise, o senador enfatizou que a capoeira transcende o conceito de uma simples arte marcial, representando uma vital expressão da identidade cultural brasileira. A escolha do dia 15 de julho é significativa, pois remete ao momento em que a capoeira foi oficialmente registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
A capoeira, que se desenvolveu no Brasil a partir do século 18, tem suas raízes na resistência dos africanos escravizados. Segundo o autor da proposta, o deputado federal Márcio Marinho, essa prática surgiu como uma forma de oprimir a opressão da sociedade escravocrata, transformando-se ao longo dos anos em um símbolo de luta e liberdade. A capoeira não apenas perdura como uma forma de expressão artística, mas também como um forte elemento de resistência cultural.
Inicialmente, a proposta previa a celebração do Dia Nacional da Capoeira para o dia 20 de novembro, alinhando-se ao Dia da Consciência Negra. Contudo, o relator Anibal Diniz considerou essa coincidência das datas inadequada e, por isso, a data foi alterada para 15 de julho. Após a modificação do texto, a proposta voltou ao Congresso para nova análise antes de sua sanção.
Diniz ressalta que a escolha da nova data é mais do que uma mera alteração; ela realça o reconhecimento da capoeira e sua diversidade, uma característica fundamental que reflete a riqueza cultural do país. Essa inovação vem, portanto, como uma celebração não apenas da capoeira em si, mas também das múltiplas formas de expressão e resistência que ela representa dentro da história brasileira.





