O senador não hesitou em afirmar que “o Brasil, sem sombra de dúvida, retrocedeu”, salientando que esse retrocesso é resultado de uma “reviravolta política”. Moro argumentou que essa mudança beneficiou indivíduos que haviam sido condenados e responsabilizados por crimes evidentes, como os delitos associados à Petrobras. Sua fala demonstrou indignação com o fato de que, apesar das vastas evidências sobre a corrupção, muitos destes condenados conseguiram se livrar das punições.
Moro também enfatizou os efeitos negativos que o enfraquecimento das investigações e a anulação de condenações têm provocado na confiança institucional do país e no ambiente econômico, afirmando que um sistema de combate à corrupção robusto é essencial para garantir segurança jurídica e competitividade nos negócios. Para ele, a recuperação da moralidade nas instituições é uma questão urgente e necessária para o desenvolvimento do Brasil.
A importância da agenda anticorrupção foi destacada por Moro como um passo crítico não apenas para restaurar a integridade pública, mas também para otimizar a economia nacional. Ele defendeu que o combate à corrupção não só melhora a eficiência econômica, mas também diminui a prática do “capitalismo de compadrio”, promovendo, dessa forma, uma competição mais justa entre as empresas. O senador concluiu reiterando a urgência de retomar um compromisso coletivo com a luta contra a corrupção, a fim de resgatar a credibilidade das instituições e oferecer um ambiente mais saudável para investimentos e crescimento econômico.
