Originada a partir de um projeto de lei que recebeu aprovação no Plenário do Senado em junho, a proposta visa facilitar o compartilhamento de experiências e estratégias que se mostraram eficazes na luta contra a violência dirigida às mulheres. Para a senadora Roberta Acioly, relatora do projeto, a criação desse banco não apenas permitirá uma melhor disseminação das práticas de sucesso, mas também promoverá a realização de estudos e diagnósticos que possam levar ao desenvolvimento de soluções inovadoras no âmbito das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
A senadora destacou que a criação do Banco Nacional de Boas Práticas possibilitará que iniciativas bem-sucedidas sejam amplamente conhecidas, compartilhadas e replicadas em diversas regiões do Brasil, contribuindo para o fortalecimento das redes de proteção às mulheres.
A plataforma que abrigará as informações coletadas incluirá dados como o nome da iniciativa, o ano de início, os órgãos responsáveis, as localidades de execução e o perfil do público beneficiado. As informações serão de fácil acesso ao público e deverão ser atualizadas, pelo menos, uma vez por ano, sob a responsabilidade do governo federal. O deputado federal Duda Ramos, membro do Podemos, é o autor do projeto que deu origem a essa importante iniciativa.
Adicionalmente, a proposta prevê a realização de seminários, encontros e pesquisas que servirão para nutrir o banco com dados atualizados e relevantes, promovendo um ciclo contínuo de aprendizado e troca de experiências entre os diversos atores envolvidos na luta contra a violência de gênero. Dessa forma, o país avança na busca por um ambiente mais seguro e igualitário para todas as mulheres.
