A iniciativa de conceder esse título a Senna partiu do senador Astronauta Marcos Pontes, que apresentou o Projeto de Lei 789/2024. A proposta recebeu um parecer favorável do também senador Jorge Kajuru e foi aprovada em decisão terminativa pela Comissão de Esporte do Senado no mês de maio, dispensando assim uma votação adicional no Plenário.
O Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, criado em 1992, registra personalidades que deixaram uma marca significativa na história do Brasil, seja através de suas conquistas ou de seus serviços ao país. As páginas dessa obra são feitas de aço e encontram-se expostas no Panteão da Pátria, situado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo Kajuru, além das vitórias nas pistas, Ayrton Senna é lembrado por sua capacidade de unir o povo brasileiro em torno de sua figura. O legado do piloto transcende o automobilismo, especialmente através do Instituto Ayrton Senna, que, após sua trágica morte em 1994, se tornou um importante agente de transformação social, focando principalmente na promoção da educação e no combate à desigualdade. Este instituto impactou a vida de milhões de crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades e esperança.
“A homenagem é não só merecida, mas também apropriada, uma vez que reconhece as conquistas extraordinárias de Senna como atleta e seu compromisso com valores altruístas. Ele continua a ser uma fonte de inspiração para o Brasil”, refletiu Kajuru ao manifestar seu apoio ao projeto.
Ayrton Senna, que conquistou três campeonatos mundiais de Fórmula 1 e 41 Grandes Prêmios ao longo de sua carreira, é, sem dúvida, uma figura emblemática. Sua morte trágica em 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, deixou um vazio inigualável no automobilismo e no coração dos brasileiros. Em 2023, ele já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro, reafirmando sua influência duradoura na história do país.
