SENADO FEDERAL – Audiência pública na CAS discute a LAM, doença rara que afeta mulheres em idade fértil, com dificuldades de tratamento.

Na próxima quarta-feira, dia 11, a partir das 14h30, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) promoverá uma audiência pública para discutir os diversos aspectos da Linfangioleiomiomatose (LAM), uma doença rara que afeta os pulmões, rins e vasos linfáticos. A LAM é caracterizada pela proliferação de células anormais nessas regiões, resultando na perda da capacidade respiratória e, em alguns casos, no surgimento de tumores abdominais.

O requerimento para a realização desta audiência foi apresentado pelos senadores Alan Rick, do partido UNIÃO-AC, e Humberto Costa, do PT-PE. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a LAM atinge principalmente mulheres entre a puberdade e a menopausa, com uma incidência de 3 a 5 casos a cada 1 milhão de mulheres.

Embora a causa da LAM ainda seja desconhecida e não haja cura para a doença, medidas de controle dos sintomas respiratórios são recomendadas, como o uso de broncodilatadores, oxigênio suplementar, fisioterapia respiratória, cessação do tabagismo e vacinação para prevenir infecções das vias aéreas. Em casos mais graves, o transplante pulmonar pode ser uma opção de tratamento.

É importante destacar que cerca de dois terços dos pacientes com LAM passam por pelo menos um episódio de pneumotórax ao longo da vida, o que muitas vezes requer hospitalização e procedimentos cirúrgicos. Os senadores ressaltaram que, apesar da gravidade da doença, os pacientes têm enfrentado dificuldades no acesso ao tratamento adequado.

A reunião contará com a participação de representantes do Ministério da Saúde, portadores de LAM e profissionais especializados na área. Além disso, o evento será interativo, permitindo que os cidadãos enviem perguntas e comentários pela Ouvidoria do Senado ou pelo Portal e-Cidadania. A participação dos cidadãos é fundamental para o debate e construção de políticas públicas que possam melhorar a qualidade de vida dos portadores de LAM.

Portanto, é importante que a sociedade esteja engajada nesse debate e contribua com suas opiniões e sugestões para garantir um melhor atendimento e suporte aos pacientes com essa doença rara.

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