A proposta, que deu origem à legislação, foi discutida na Câmara dos Deputados pelo deputado Fernando Rodolfo, do PL de Pernambuco, e posteriormente analisada pelo Senado. Durante uma sessão em julho, a matéria recebeu parecer favorável do senador Humberto Costa, ressaltando a importância do cuscuz na identidade cultural e na economia local de Angelim. O senador, ao apresentar seu relatório, destacou que a produção de cuscuz representa uma significativa parcela do Produto Interno Bruto (PIB) do município, além de gerar empregos formais na área da agropecuária.
Humberto Costa enfatizou a relevância do cuscuz na história de Pernambuco, descrevendo-o como um alimento cotidiano que transcende o simples ato de se alimentar. Para ele, o cuscuz é um símbolo de resistência e pertencimento, permeando a cultura local e servindo como um elo entre as comunidades. Ele comentou que o reconhecimento de Angelim valoriza a tradição e o potencial produtivo do município, ressaltando seu papel como um player crucial no cenário agroalimentar do Nordeste.
Desde 2020, o cuscuz é considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, sendo reconhecido como um alimento essencial para milhões de brasileiros, especialmente nas regiões com marcadas desigualdades sociais. O status de “Capital Nordestina do Cuscuz” não apenas eleva Angelim no panorama estadual e nacional, mas também promove a valorização de sua produção agrícola e potencia a economia local.
Esse reconhecimento é visto como uma maneira de exaltar a identidade social e cultural dos pernambucanos, que veem no cuscuz mais do que um alimento, mas uma parte de sua herança e modo de vida. A nova legislação representa, portanto, um passo importante para a preservação e promoção dessa tradição alimentar no Brasil.