De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o período de 2023 a 2025, cerca de 32 mil novos casos de câncer de pulmão deverão ser diagnosticados anualmente no Brasil. Este dado alarmante posiciona a doença como a quinta mais incidente entre todos os tipos de tumores malignos, ressaltando a urgente necessidade de políticas eficazes para sua contenção e tratamento.
O senador Dr. Hiran argumenta que ações direcionadas são imprescindíveis para o avanço no diagnóstico precoce e no tratamento do câncer de pulmão. Além disso, ele destaca a importância do ensino e da pesquisa para uma compreensão aprofundada da genética associada à doença. “São necessárias iniciativas voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento, ensino e pesquisa sobre câncer de pulmão. Isso permitirá um melhor entendimento da genética relacionada a esse câncer, além da caracterização de grupos de risco e dos fatores de decisão baseados nos achados de exames”, afirmou Hiran em seu requerimento.
Para enriquecer o debate, foram convocados representantes de importantes entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e Sociedade Brasileira de Radiologia (SBR). A presença dessas entidades promete trazer ao debate uma multiplicidade de perspectivas e expertise técnica, fundamentais para a formulação de estratégias mais eficazes.
Em 2023, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.952/2022, que resultou na Lei 14.758. Relatada pelo senador Dr. Hiran, esta legislação estabeleceu duas iniciativas de grande relevância: a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer. Ambas visam a oferecer um suporte integral e coordenado àqueles que enfrentam esta doença, desde o diagnóstico até o tratamento e acompanhamento.
Este movimento do Senado é uma demonstração clara do compromisso das autoridades brasileiras em enfrentar o câncer de pulmão com a seriedade que o tema exige. Na sessão temática, espera-se que sejam debatidas novas ideias e delineadas estratégias robustas para melhorar os índices de diagnóstico precoce e tratamento, trazendo esperança e melhores perspectivas aos pacientes acometidos pela enfermidade.





