Anteriormente, Lobo já atuava como diretor da CVM desde 2022, quando foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em julho de 2025, ele assumiu a presidência interina da autarquia após a renúncia de João Pedro Nascimento. No entanto, seu mandato como diretor chegou ao fim em 31 de dezembro e, assim, até o momento, a presidência interina foi ocupada por João Accioly, que é o diretor mais antigo da CVM.
Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Otto Lobo é também doutor em Direito Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado em Direito pela Universidade de Miami. Ele é um dos fundadores do escritório Lobo & Martin Advogados.
Durante a sua sabatina na CAE, Lobo enfatizou a importância da CVM para a proteção dos investidores, destacando que sua gestão será pautada pela confiança no mercado e pelo compromisso com as pequenas investidoras. “Uma das principais razões da existência dessa autarquia é a defesa dos pequenos investidores. Perguntamos a nós mesmos se nossas decisões regulatórias protegem ou expõem esse investidor”, afirmou.
Além de Lobo, o Senado também aprovou a indicação de Igor Muniz, advogado e servidor da Petrobrás, para compor a diretoria da CVM. Muniz, em sua sabatina, ressaltou o papel do mercado de capitais no crescimento econômico e social do Brasil. Com a aprovação, ambos os indicados entrarão em um contexto desafiador para a CVM, que enfrenta questões orçamentárias e de pessoal, além de desafios relacionados a investigações em casos relevantes.
A CVM, cuja função primordial é investigar fraudes, punir irregularidades e promover a ética no mercado, é vista como essencial para a segurança dos investimentos no Brasil e para o desenvolvimento sustentável da economia. A nova liderança, portanto, terá a responsabilidade de lidar com um cenário complexo e de crescente expectativa no que diz respeito à regulação do mercado.
