Os diálogos estão ocorrendo principalmente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e incluem diversas lideranças políticas e representantes da equipe econômica do governo. A proposta em discussão não possui um prazo fixo para implementação, mas já se considera um período de transição de até três anos. Durante esse tempo, seria implementada uma redução gradual da carga horária, começando com uma diminuição de duas horas no primeiro ano e, posteriormente, cortando uma hora a cada ano até atingir a meta desejada.
Além disso, também estão sendo consideradas alternativas que preveem a diminuição parcial da jornada já nos primeiros meses após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), com a redução completa até 2029. Contudo, essa proposta enfrenta resistências tanto do setor empresarial quanto de alguns segmentos do Congresso Nacional, o que levou ao adiamento da apresentação do relatório sobre a emenda, que deve ser feita pelo deputado Léo Prates.
Um aspecto importante das negociações é a proteção dos salários dos trabalhadores durante a transição. A proposta em exame visa garantir que as horas eliminadas da jornada sejam compensadas financeiramente, evitando, assim, diminuições salariais e impactos em benefícios trabalhistas, como FGTS, férias e 13º salário.
Por fim, o governo também expressou a intenção de preservar outros formatos de jornada que já estão em vigor, como a escala 12×36, com sua manutenção condicionada a acordos coletivos entre empresas e sindicatos. A estratégia é assegurar que mudanças na legislação laboral promovam um equilíbrio entre as necessidades dos empregados e empregadores, enquanto discursam em torno de um tema que se apresenta como imperativo nas pautas atuais do trabalho em nosso país.
