Seminário de Saúde Mental e Trabalho reúne técnicos e usuários do Caps

Assegurar que os usuários com transtornos mentais atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Alagoas tenham a possibilidade de desenvolver atividades voltadas para a geração de renda. Com este propósito, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu, nesta quinta-feira (3), no auditório do Senac, no bairro do Poço, em Maceió, o Seminário de Saúde Mental e Trabalho.

Atualmente, no Estado, 21 Caps estão produzindo e gerando renda para os usuários. Uma atividade desenvolvida para complementar o tratamento dos pacientes, ajudando na reinserção social dos portadores de transtornos mentais.

Segundo Claudete Lins, técnica da Supervisão de Atenção Psicossocial da Sesau, Alagoas vem avançando na área da economia solidária, incentivando os trabalhos de geração de renda pelos usuários dos Caps. “Além dessas 21 unidades que estão produzindo e dando retorno financeiro para os pacientes, 20 outros Caps estão em processo de implantação de projetos que possibilitem uma fonte de renda aos usuários”, salientou.

Por meio desta iniciativa, ainda de acordo com Claudete Lins, os portadores de transtornos mentais mostram que não são doentes, têm capacidade de voltar ao convívio social de forma plena e que o trabalho faz parte desse processo.

“Para isso acontecer é necessário ampliar os horizontes, em especial, no setor comercial dessas unidades, que em muitos casos ainda trabalham de forma amadora e acabam não obtendo todo o potencial que a atividade pode gerar”, disse a técnica da Supervisão de Atenção Psicossocial da Sesau.

Durante o seminário, esse tema foi abordado pelo diretor do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), César Nonato, mostrando que os desafios enfrentados dentro dos Caps podem ser ultrapassados.

“Na Ufal é feito um trabalho junto aos Caps pela Incubadora de Empreendimento Solidário, assessorando o trabalho feito pelos usuários, com qualificação, além de ações de organização das unidades, para que sejam inseridas no mercado”, salientou.

Horta Bem-Querer

Diversos produtos confeccionados pelos usuários foram expostos durante o seminário. O Caps do município de Messias levou uma amostra de uma horta composta de plantas medicinais, cultivadas pelos pacientes, além de xaropes caseiros, o popular ‘lambedor’, preparado pela usuária Nadieje Rodrigues.

“Com esse projeto da Horta Bem-Querer temos conscientizado os pacientes para diminuir a quantidade de remédios ingeridos por eles, desenvolvendo hábitos saudáveis, pelo consumo de chás. Além do consumo próprio, nós estamos vendendo algumas dessas mudas de plantas medicinais e também o ‘lambedor’”, explicou a assistente social do Caps, Maria das Graças.

Teatro do Oprimido

Usuários e técnicos também tiveram a oportunidade de participar de uma oficina do Teatro do Oprimido. Durante a ação, eles construíram uma cena mostrando as dificuldades, realidade e o desejo de mudança que deve acontecer para os pacientes com transtorno mental.

Ascom – 03/08/2017

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