O evento começou com uma palestra do renomado psicólogo Paulo Veras, que trouxe à tona uma análise sobre a evolução da diversidade organizacional ao longo dos últimos 20 anos. Veras destacou que, até a década de 1990, a homogeneidade era vista como um ideal. No entanto, desde os anos 2000, houve uma crescente conscientização de que celebrar e valorizar as diferenças é fundamental para a força e a inovação nas equipes.
As palestras e atividades abordaram diversas questões, incluindo diversidade LGBTQIAPN+, etarismo, diversidade racial e a inclusão de pessoas com deficiência. A reflexão proposta foi clara e provocativa: a presença de diferentes grupos em uma organização não é suficiente; é necessário que esses indivíduos realmente tenham espaço para se expressar e serem ouvidos.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a distinção entre igualdade e equidade. Enquanto a igualdade implica oferecer as mesmas condições a todos, a equidade reconhece que cada pessoa tem necessidades distintas. Um simples exemplo disso seria perguntar a uma pessoa trans sobre como ela prefere ser chamada, mostrando respeito e reconhecimento por sua individualidade.
Colaboradores como Lays Castro e Silvia Portilho expressaram a necessidade de que a empatia se torne uma prática diária, ressaltando que a inclusão verdadeira vai além de ações pontuais. Para Isadora Araújo, responsável pelo programa, a Semana da Diversidade é apenas o início de um compromisso mais amplo com mudanças estruturais na cultura organizacional.
Como próximo passo, será criada a Comissão de Diversidade e Inclusão, composta por colaboradores dispostos a contribuir para um ambiente que priorize o respeito e a equidade. O desafio agora é incorporar essas reflexões no cotidiano, garantindo que a diversidade não apenas esteja presente, mas também seja celebrada e respeitada em todas as esferas da empresa.
