A eleição de 2026 caminha para consolidar uma das maiores taxas de reeleição da história recente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). A avaliação é de que a ampla maioria dos atuais deputados estaduais reúne condições favoráveis para renovar o mandato, impulsionada pelo fortalecimento financeiro das campanhas e pela vantagem natural conferida a quem já ocupa uma cadeira no Legislativo.
Entre as exceções estariam parlamentares que não disputarão um novo mandato para abrir espaço a familiares, como José Wanderley, Flávia Cavalcante e Carla Dantas. Fora esses casos, a expectativa nos bastidores é de que praticamente todos os atuais deputados concorram em condições competitivas.
Na análise do jornalista Ricardo Mota, dois parlamentares aparecem com um capital eleitoral mais consolidado por possuírem forte votação espontânea: Cabo Bebeto (PL) e Delegado Leonam (União Brasil). Os demais dependerão, em maior ou menor grau, da estrutura política construída ao longo do mandato e da capacidade de mobilização durante a campanha.
Outro fator apontado como determinante é a situação financeira dos parlamentares. Segundo a análise, os deputados chegam ao período eleitoral com recursos suficientes para sustentar campanhas competitivas, independentemente do volume de despesas realizadas ao longo da atual legislatura.
O cenário também é influenciado pela pulverização do chamado “voto de opinião”. Nas últimas eleições, esse eleitorado tem se dividido entre diversos candidatos, dificultando o surgimento de novas lideranças competitivas e favorecendo quem já possui mandato, estrutura partidária, bases municipais e maior capacidade de investimento eleitoral.
Caso essa tendência se confirme nas urnas, a Assembleia Legislativa poderá registrar um dos menores índices de renovação de sua composição nas últimas legislaturas, reforçando a vantagem histórica da máquina política e da força financeira dos atuais ocupantes dos mandatos.





