Polícia do Senado Realiza Busca em Juiz de Fora Após Ameaça a Flávio Bolsonaro Durante Campanha Presidencial de 2026

Neste sábado, a Polícia do Senado executou um mandado de busca e apreensão em Juiz de Fora, Minas Gerais, em resposta a uma ameaça identificada em uma rede social contra o senador Flávio Bolsonaro, que é candidato à Presidência da República. A investigação começou após a Sala de Situação de Inteligência da Polícia do Senado detectar a ameaça, que surgiu durante um monitoramento voltado para a segurança de parlamentares em período de campanha eleitoral. Após ser informado do ocorrido, Flávio Bolsonaro formalizou uma representação criminal junto à Polícia Legislativa.

Com base nessa representação, a Polícia do Senado deu início a uma série de diligências para localizar o autor da ameaça e preservar as evidências digitais relacionadas ao caso. O desdobramento da investigação levou o processo a ser encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que analisou a situação e solicitou à Justiça a autorização para realizar diversas medidas, incluindo a busca e a apreensão de dispositivos eletrônicos em posse do investigado. Além disso, foram requisitadas medidas cautelares para garantir a segurança do senador, embora a nota divulgada não tenha especificado quais seriam essas medidas.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e visou a coleta de materiais que agora serão submetidos a exames de perícia. Importante destacar que a diligência ocorreu em um momento sensível, já que Flávio Bolsonaro tem compromissos agendados em Juiz de Fora a partir da próxima segunda-feira. O município é historicamente significativo, tendo sido o cenário do atentado contra seu pai, Jair Bolsonaro, em setembro de 2018, quando o então candidato à Presidência sofreu um ataque a faca durante um evento de campanha.

A iniciativa da Polícia do Senado faz parte de um conjunto de medidas de segurança institucional preparadas para o período pré-eleitoral de 2026, em que a Sala de Situação de Inteligência continua a monitorar as atividades públicas dos parlamentares, assim como as ameaças que possam surgir, interagindo com órgãos de segurança pública em diversas esferas. Em meio à continuidade da investigação, a Polícia do Senado ressaltou que o caso segue sob sigilo, respeitando os princípios do devido processo legal e a presunção de inocência do investigado.

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