De acordo com especialistas da entidade, como a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto, Keila Farias, a adesivação e o uso do carro em atividades de campanha podem ser interpretados pelas seguradoras como um aumento no risco associado a esse veículo. Isso se dá pela maior exposição a acidentes, vandalismos e a circulação em eventos públicos, situações que podem não ter sido avaliadas no momento da contratação do seguro.
A FenSeg também destacou que mudanças no perfil de uso sem a devida atualização da apólice podem resultar na recusa de indenização em casos de roubo, furto ou colisão. As seguradoras enfatizam que o uso do veículo para transportar materiais de campanha, deslocar equipes ou participar de eventos alteram as condições originais que foram consideradas no momento da assinatura do contrato.
Outro ponto que merece atenção é que danos aos adesivos e envelopamentos costumam não estar cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo geralmente estão listados como exclusões nas apólices. Portanto, é fundamental que os motoristas estejam cientes dessas limitações.
Para evitar a perda da cobertura, algumas recomendações são fundamentais. A primeira delas é comunicar a seguradora antes de realizar a adesivação do veículo. Também é essencial informar qualquer mudança no uso do carro durante a campanha – essa transparência pode evitar complicações. Consultar um corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos é outra prática recomendada.
Muitos motoristas podem se perguntar se precisam formalizar a alteração na apólice. Para isso, solicitar um endosso pode ser necessário em certos casos. Além disso, as mudanças no registro do veículo junto ao Detran, decorrentes do envelopamento, devem ser verificadas.
Por fim, é indispensável que os motoristas confiram quais tipos de danos e situações estão excluídos da cobertura contratada, uma medida que pode evitar surpresas desagradáveis no futuro. Portanto, estar bem informado e agir com prudência é fundamental para garantir uma campanha eleitoral sem imprevistos em relação ao seguro do veículo.
