Atualmente, mais de 2,4 mil pessoas no Brasil estão se beneficiando dessa terapia através do SUS. Na rede privada, o preço de uma caixa do medicamento gira em torno de R$ 194,5 mil, o que pode resultar em um custo anual que ultrapassa R$ 2,5 milhões por paciente. Os dados mostram não apenas a queda nas internações, mas também uma redução de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar. Além disso, averiguou-se um aumento significativo na função pulmonar, que pode variar de 10 a 14 pontos.
O estudo, conduzido ao longo de um ano e envolvendo 647 pacientes de diversas idades, também revelou que os ciclos de inflamação e infecção foram reduzidos, enquanto o uso de antibióticos sistêmicos caiu em 66,7%. Os benefícios da terapia vão além, contribuindo também para a melhora do estado nutricional dos pacientes. O acompanhamento foi realizado em 39 centros de referência em todo o país.
Para os interessados em acessar o Trikafta, o medicamento está disponível em farmácias de alto custo, mediante a apresentação de uma receita médica, que deve ser corretamente emitida e carimbada por um especialista. O tratamento é administrado em casa, de forma oral, conforme orientações específicas de acordo com o quadro clínico do paciente.
A fibrose cística, a condição que este medicamento busca tratar, é uma doença genética rara e hereditária, caracterizada pela produção de um muco espesso que obstrui os pulmões e o sistema digestivo. Isso pode acarretar tosses frequentes, infecções respiratórias graves e dificuldades na digestão e no ganho de peso. A introdução do Trikafta representa uma esperança renovada para muitos pacientes que enfrentam os desafios dessa condição debilitante.
