SAÚDE – Três mortes por febre amarela no estado de São Paulo em janeiro superam registros de todo o ano passado

No estado de São Paulo, o mês de janeiro registrou um aumento preocupante no número de casos de febre amarela, com três mortes já confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde. Os dados mais recentes apontam uma superação em relação ao ano anterior, quando apenas dois casos foram confirmados, resultando em um óbito.

Essa situação torna 2025 o ano com o maior número de casos desde 2019, quando foram registrados 64 casos autóctones e 12 mortes em todo o estado de São Paulo. Até o momento, sete casos de febre amarela em humanos foram confirmados, todos no interior do estado, com a maior concentração em Socorro, onde quatro casos foram registrados, seguido de um caso em Tuiuti e outro em Joanópolis. Além disso, um caso ainda está sob investigação.

Diante desse cenário, ações de saúde e vacinação têm sido reforçadas em áreas afetadas, como Socorro, Tuiuti e Joanópolis. Destaque também para a região de Ribeirão Preto, onde foram detectadas mortes de macacos, indicando a circulação do vírus da febre amarela. Embora os macacos não transmitam diretamente a doença, a ocorrência de mortes nesses animais serve como alerta para a presença do vírus.

A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito silvestre, não havendo transmissão direta entre pessoas. Os sintomas incluem febre, calafrios, dores de cabeça intensas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

A prevenção, no entanto, é possível por meio da vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose para toda a vida, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível em todos os postos de saúde do estado de São Paulo.

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