A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu em um cenário economicamente tranquilo no Brasil, onde não houve divulgação de indicadores relevantes. Assim, o mercado de câmbio foi fortemente influenciado por fatores externos e pelo desempenho positivo de commodities brasileiras, como soja, minério de ferro e carne, que estão alinhados com as recentes recordes nas exportações. A combinação desses elementos resultou em uma maior entrada de dólares na economia nacional.
Enquanto isso, na B3, o Ibovespa sofreu uma queda de 0,93%, fechando aos 172.447,58 pontos. Esse recuo se deu mesmo em um contexto em que as bolsas estadunidenses registraram altas, estimuladas principalmente por empresas do setor de tecnologia e inteligência artificial. A atenção dos investidores tava voltada para o fluxo de capitais estrangeiros, que tem favorecido os mercados norte-americanos em detrimento dos emergentes, como o brasileiro. As incertezas políticas relacionadas às eleições de 2026 e questões sobre a política fiscal após 2027 também contribuíram para uma postura mais cautelosa.
Ainda no radar dos investidores, a expectativa pela ata da última reunião do Federal Reserve, marcada para ser divulgada na próxima quarta-feira, 8, promete trazer novas diretrizes sobre a trajetória dos juros na economia mais influente do mundo. Outro indicador importante aguardado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado na sexta-feira, 10, e poderá impactar as expectativas econômicas no Brasil e nos Estados Unidos.
No mercado internacional, os preços do petróleo apresentaram leve queda, influenciados pela decisão da Opep+ de aumentar a produção e pela normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz. O barril do petróleo Brent, referência global, fechou a US$ 71,99, enquanto o WTI, do Texas, encerrou a US$ 68,55. Esse movimento foi ainda fortalecido pelas negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã e pelo crescimento das exportações de petróleo da Rússia.
