A professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), Aurimery Chermont, destacou que o problema dos partos prematuros na Região Norte é multifatorial, envolvendo questões geográficas, sociais e de infraestrutura de saúde. A falta de educação sexual adequada, a ausência de informações sobre pré-natal e as condições precárias de saneamento e alimentação são alguns dos fatores que contribuem para esse cenário preocupante.
A especialista ressaltou a importância da educação para a prevenção, especialmente entre as gestantes mais jovens que muitas vezes não recebem o acompanhamento adequado durante a gestação. Além disso, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde em regiões remotas e carentes também impactam negativamente a realização do pré-natal e o acompanhamento das gestantes.
Para enfrentar esse desafio, o Ministério da Saúde lançou a Rede Alyne, uma nova estratégia de cuidado de gestantes e bebês, com investimentos significativos na qualificação do pré-natal e na melhoria da infraestrutura de atendimento. A expectativa é que essas medidas possam gerar resultados positivos e reduzir os altos índices de partos prematuros na Região Norte.
Além disso, o programa Mais Médicos tem sido fundamental para suprir a carência de profissionais de saúde especializados em obstetrícia em áreas remotas, como é o caso de algumas regiões da Amazônia. A qualificação desses profissionais e o fortalecimento do acompanhamento pré-natal são essenciais para garantir uma assistência adequada às gestantes e reduzir os índices de prematuridade.
Diante dos desafios enfrentados na Região Norte, é fundamental que haja um esforço conjunto das autoridades de saúde, profissionais da área e comunidades locais para garantir o acesso a um atendimento de qualidade e prevenir os partos prematuros, contribuindo para a saúde e bem-estar das gestantes e de seus bebês.





