No total, foram analisados mais de 1,2 milhão de acidentes devido a problemas de saúde, representando 27,8% das 4,3 milhões de ocorrências em rodovias federais. Esses dados indicam claramente a relevância do fator humano nas estatísticas de sinistros, com quase 49% dos acidentes, ou aproximadamente 2,1 milhões, sendo atribuídos ao comportamento dos motoristas — incluindo infrações como ultrapassagens em locais proibidos e excesso de velocidade.
A integração dos dados sobre saúde e comportamento ao volante é fundamental para entender a magnitude do problema, já que esses fatores somam cerca de 80% de todos os acidentes nas estradas federais analisadas. Essa metodologia de coleta de informações adotada pela PRF permite uma análise mais precisa das circunstâncias que cercam cada sinistro.
Além das questões de saúde e comportamento, outros fatores também contribuem para os acidentes. Problemas estruturais das rodovias, como geometria inadequada, defeitos no pavimento e falta de sinalização, são responsáveis por 8% dos sinistros. Questões relacionadas à conservação dos veículos, como falhas de freio e pneus desgastados, atingem quase 7%, enquanto aspectos ambientais, como chuvas intensas e neblina, respondem por aproximadamente 4% dos acidentes.
A distribuição geográfica dos sinistros causa preocupação, uma vez que análises estaduais revelam que, em algumas regiões, as ocorrências relacionadas à saúde excedem 30%. Estados com intenso tráfego de transportes de carga, como Roraima e Mato Grosso do Sul, apresentam altos índices de sinistros associados à fadiga e ao uso de substâncias psicoativas. Minas Gerais se destaca como o estado com mais acidentes relacionados à saúde, seguido por Paraná e Santa Catarina.
Esses dados ressaltam a urgência de ações voltadas para a conscientização sobre a saúde do motorista e a manutenção das condições adequadas nas rodovias, a fim de promover uma significativa redução nos sinistros e, consequentemente, salvar vidas nas estradas do Brasil.





