As autoridades de saúde enfatizam que o risco de a doença adentrar o Brasil é sistematicamente baixo. Entre os fatores que contribuem para essa avaliação estão a ausência de transmissão do vírus na América do Sul, a falta de voos diretos entre as áreas afetadas e a natureza da transmissão do ebola, que requer o contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Entretanto, medidas preventivas permanecem em um nível elevado. Os serviços de saúde em São Paulo estão orientados a monitorar pessoas que apresentem febre e tenham histórico de viagens a locais onde o ebola circula nos últimos 21 dias.
Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças do estado, afirmou que São Paulo se mantém em estado de alerta. O estado, que é um importante ponto de passagem para viajantes internacionais, possui protocolos estruturados, vigilância ativa e equipes capacitadas para lidar com possíveis casos. A rápida resposta foi destacada como um dos principais focos das ações do governo.
Atualmente, 51 casos do vírus foram formalmente confirmados em duas províncias ao norte da República Democrática do Congo, embora a OMS reconheça que a verdadeira escala do surto pode ser maior do que os números oficiais sugerem. A infecção por ebola geralmente se inicia com sintomas agudos, como febre alta, forte dor de cabeça, fadiga, além de possíveis manifestações mais severas, como choque e falência múltipla de órgãos.
Em São Paulo, um protocolo já estabelecido determina que casos suspeitos devem ser reportados imediatamente à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. A remoção de pacientes é responsabilidade do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU). Para atendimento, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é reconhecido como a unidade de referência no estado.
Por fim, cabe destacar que, até o presente momento, não existem vacinas ou tratamentos aprovados especificamente para a cepa Bundibugyo do ebola, a variante que está causando o surto atual, diferenciando-se da cepa Zaire para a qual há vacinas desenvolvidas.





