Esse novo registro se junta a um primeiro caso importado verificado no mesmo ano, que envolveu um bebê de seis meses. A criança, que não havia sido vacinada, esteve na Bolívia em janeiro e contraiu o vírus durante a viagem. No ano anterior, foram contabilizados apenas dois casos importados de sarampo no estado, o que destaca um leve aumento nas ocorrências.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a América Latina continua enfrentando um aumento nas infecções por sarampo. Em 2022, foram reportados 14.767 casos em 13 países da região, e até agora em 2026, já somam-se 15.300 diagnósticos confirmados. Os países com os maiores números de casos envolvem o México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, cuja transmissão ocorre pela via aérea, principalmente a partir de tosse, espirros, fala ou respiração de pessoas infectadas. O vírus é capaz de infectar até 90% das pessoas não imunizadas que estiverem próximas de uma pessoa já contaminada. Isso torna a vacinação uma ferramenta crucial para a prevenção da doença.
Os principais sintomas do sarampo incluem febre alta, acima de 38,5ºC, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, conjuntivite e secreção nasal. A doença pode levar a complicações sérias, como diarreia, infecções de ouvido, pneumonia e até encefalite, que pode resultar em morte.
A vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, deve ser iniciada com a primeira dose aos 12 meses de idade (vacina tríplice viral — sarampo, caxumba e rubéola) e uma segunda dose aos 15 meses (vacina tetra viral — que inclui varicela). A conscientização sobre a importância da imunização é essencial para prevenir surtos da doença e proteger a saúde da população.