SENADO FEDERAL – Senador Jorge Seif Critica Demolição de Estruturas de Pescadores em Florianópolis e Seu Impacto na Economia Local e na Segurança das Comunidades Tradicionais.

Na última terça-feira (28), o senador Jorge Seif, do PL-SC, usou a tribuna do Plenário para manifestar sua preocupação e indignação em relação à recente demolição de estruturas utilizadas por pescadores artesanais na praia de Naufragados, localizada em Florianópolis. Esta ação, que teve a ordem da Justiça Federal, contou com a presença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério Público Federal, e impactou diretamente diversas famílias que dependem da pesca para sua sobrevivência.

Durante seu discurso, Seif enfatizou que as construções demolidas eram utilizadas há várias décadas por comunidades tradicionais da região. Para ele, a medida afetou gravemente a atividade pesqueira, especialmente em um momento crucial, próximo à safra da tainha, um peixe muito valorizado na culinária local. O senador destacou suas preocupações ao explicar a importância desses ranchos de pesca não apenas como estruturas físicas, mas como elementos essenciais para a manutenção da subsistência das famílias que habitam aquela área.

Ele fez questão de ressaltar que as demolições não se referiam a edificações irregulares ou genéricas, mas sim a ranchos que há muito tempo serviam à comunidade local. Esses espaços eram fundamentais para armazenar redes de pesca, abrigar canoas e organizar as atividades pesqueiras, essenciais para a sobrevivência de quem vivia daquela forma.

Além da pesca artesanal, Seif também mencionou um modelo de turismo comunitário presente na região, que se baseava em estruturas simples e sustentáveis, envolvendo energia solar e oferecendo acolhimento aos visitantes. Esse turismo não apenas gerava renda para as famílias, mas também contribuía para a manutenção da cultura local.

O senador finalizou seu pronunciamento ressaltando que a demolição dessas estruturas não resultou apenas na destruição física, mas comprometeu toda uma cadeia produtiva. Segundo ele, a ação fragilizou a economia local e aumentou os riscos sociais, incluindo questões de segurança para os visitantes e residentes da região. O alerta feito por Seif chama a atenção para a necessidade de um equilíbrio entre a preservação ambiental e a proteção das comunidades que sobrevivem dessas atividades tradicionais.

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