SAÚDE – Redução de Casos de SRAG é Comprometida por Crescimento em Nove Capitais; Influenza B Aumenta na Região Centro-Sul, Focos de Mortalidade entre Idosos Persistem.

A análise mais recente da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) revela uma tendência de queda em seu número de casos em diversas regiões do Brasil, conforme indicado no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entretanto, o cenário não é uniforme: nove capitais ainda registram um aumento na incidência da doença.

Particularmente alarmante é a persistência da Influenza B, que tem mostrado crescimento em estados da Região Centro-Sul. A faixa etária mais afetada continua a ser a das crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra entre os idosos. No bojo dessa situação, estados como o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina apresentam um aumento significativo nos casos graves associados à Influenza B.

Por outro lado, os estados do Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo parecem estar conseguindo interromper o avanço ou até mesmo iniciar uma queda em seus índices de SRAG. No entanto, entre as 27 capitais do Brasil, nove delas estão em nível de alerta, risco ou alto risco em relação à SRAG nas últimas duas semanas, mostrando um crescimento em suas tendências de longo prazo.

As capitais que enfrentam essa situação crítica incluem Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Adicionalmente, outras 11 capitais estão em níveis de alerta, embora não apresentem crescimento consistente nas últimas seis semanas, como Aracaju, Belém e Brasília.

Embora a redução no número de casos seja um fato positivo em nível nacional, o cenário de circulação de vírus respiratórios permanece elevado em várias partes do país, o que ainda exige cautela. Especialistas recomendam que os grupos prioritários continuem se vacinando contra a influenza para mitigar riscos de hospitalizações e óbitos. A necessidade de precauções adicionais, como evitar o contato com populações vulneráveis e o uso de máscara ao apresentar sintomas, é essencial para a proteção da saúde coletiva.

Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, a predominância dos vírus respiratórios mostra que 55,9% dos casos foram causados pelo vírus sincicial respiratório, enquanto outros vírus, como o rinovírus e a Influenza A, têm apresentado índices significativos. Desde o início do ano, o Brasil já notificou mais de 109 mil casos de SRAG, ressaltando a importância de um monitoramento constante e cuidados adequados.

A Fiocruz também observou uma interessante dinâmica etária: enquanto as faixas de 2 a 49 anos e os idosos acima de 65 estão experimentando uma redução nos casos de SRAG, o grupo de 50 a 64 anos apresenta um leve aumento, assim como as crianças menores de 2 anos, que estão em um estado de estabilização. A mortalidade entre os idosos continua elevada, com a Influenza A destacando-se como a principal responsável. Por fim, os casos relacionados à covid-19 permanecem em níveis baixos, refletindo um quadro de saúde respiratória em evolução.

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