O Proadi-SUS é estruturado por meio de 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas que oferecem uma gama de serviços essenciais. Entre estes, destacam-se as atividades de pré-natal, capacitação de profissionais para a área de saneamento e teleconsultas, que têm se mostrado uma ferramenta eficaz de assistência médica à distância. Além disso, o programa colabora com instituições hospitalares privadas que disponibilizam plataformas eletrônicas, permitindo a conexão direta entre médicos das Unidades Básicas de Saúde e as comunidades indígenas.
Os resultados da implementação do Proadi-SUS têm sido particularmente promissores nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em estados como Alagoas e Maranhão, o programa já alcançou 22 comunidades indígenas, resultando em 256 teleconsultas e um total de 178 pacientes atendidos. Este avanço é possível graças à parceria entre o programa e a Beneficência Portuguesa, que facilita o atendimento médico remoto.
Ainda na Paraíba e no Piauí, a rede Hcor contabilizou 822 teleconsultas, com um impressionante índice de resolução superior a 90%. Essa eficiência evita encaminhamentos desnecessários para níveis de atendimento mais complexos, melhorando assim a experiência do paciente. No estado de Rondônia, o projeto TeleAMEs, desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, instituiu três pontos de telessaúde que já beneficiaram 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.
A evolução do atendimento médico se reflete em indicadores positivos na saúde materno-infantil. Na área Xavante, no Mato Grosso, o projeto voltado para a melhoria da saúde materna e a prevenção do câncer do colo do útero, também sob a execução do Einstein, revelou um aumento significativo na cobertura de rastreamento para 76%. Além disso, o acompanhamento de gestantes ultrapassou a marca de 96%, um dado que demonstra o impacto direto e positivo do Proadi-SUS na qualidade de vida das comunidades indígenas atendidas.






