SAÚDE – Primeira morte por hantavírus é registrada em Minas Gerais; paciente tinha histórico de contato com roedores em área rural.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) registrou a primeira morte por hantavírus no estado em 2023. O caso, confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, foi notificado em fevereiro e é considerado isolado, não apresentando qualquer vínculo com o surto que ocorreu em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. O paciente, um homem de 46 anos residente em Carmo do Paranaíba, tinha um histórico de exposição a roedores silvestres em áreas de cultivo.

Em comunicado, a SES-MG destacou que a cepa do hantavírus identificada no Brasil não é transmissível de pessoa para pessoa. Essa informação é crucial para tranquilizar a população, pois o entendimento da epidemiologia da doença ajuda a evitar pânico desnecessário. A secretaria também esclareceu que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já foi solicitado ao Ministério da Saúde a correção das informações nos bancos de dados oficiais.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) revelam que Minas Gerais teve um total de quatro casos de hantavirose confirmados em 2025, com dois óbitos registrados. No ano anterior, foram sete casos confirmados e quatro mortes. Essa estrutura de dados indica um panorama de preocupação com a doença, que, apesar de não ser comum, apresenta casos recorrentes na região.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, com maior prevalência da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus no Brasil. A transmissão ocorre principalmente por inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados. As infecções são mais frequentes em áreas rurais, frequentemente associadas a atividades agrícolas e ao contato com ambientes infestados.

Os primeiros sintomas geralmente incluem febre, dores no corpo, cefaleia e dor abdominal. Em casos severos, a condição pode evoluir para complicações respiratórias, aumento da frequência cardíaca e queda da pressão arterial. No entanto, não existe um tratamento específico para a hantavirose; o manejo clínico é baseado em suporte, conforme a avaliação médica de cada caso.

A SES-MG enfatiza a importância da prevenção, especialmente em áreas rurais. Medidas práticas incluem armazenar alimentos em recipientes fechados, destinar adequadamente lixo e entulho, e manter ambientes limpos. É essencial minimizar a proximidade de plantações com habitações e ventilar locais fechados antes da entrada, um procedimento recomendado para reduzir a inalação de partículas potencialmente perigosas.

Essas ações visam proteger a saúde pública e minimizar o risco de novos casos. A conscientização da população sobre os cuidados preventivos é fundamental para o controle da hantavirose e outras zoonoses associadas ao contato com roedores.

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