Essa controvérsia veio à tona após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abrir uma consulta pública sobre as atualizações do Manual de Boas Práticas em Atenção Oncológica. A ANS, responsável por fiscalizar os planos de saúde, propõe o rastreamento organizado, convocando todas as beneficiárias na faixa etária indicada para a realização da mamografia de forma periódica.
Apesar das discordâncias, especialistas concordam que o diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade. No entanto, a questão central é em relação à faixa etária e periodicidade ideais para a realização do exame.
Enquanto a ANS adota o protocolo do Inca, que preconiza a mamografia a partir dos 50 anos, a SBM e outras entidades médicas argumentam que iniciar o rastreamento mais cedo pode contribuir para identificar casos de câncer em estágios iniciais.
A controvérsia levantou preocupações sobre a possibilidade de mudanças nas regras de cobertura dos planos de saúde. Embora a ANS tenha esclarecido que o manual da consulta pública não interfere no rol obrigatório de procedimentos, a mastologista Rosemar Rahal teme que a adoção desse protocolo possa levar os planos a restringir a cobertura da mamografia para mulheres mais jovens.
Diante da repercussão, a ANS se comprometeu a analisar todas as contribuições recebidas na consulta pública e reuniu-se com entidades médicas para discutir os critérios de rastreamento. A questão ainda está em aberto e aguarda mais evidências científicas para embasar uma decisão que beneficie a saúde das mulheres no Brasil.





