Essa complicação é marcada por sintomas como grande dificuldade para respirar, sensação de peso no peito e queda no nível de saturação, o que requer hospitalização para tratamento. Entre as localidades em alerta ou risco, estão Roraima, Pará, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe.
Além disso, o boletim identificou um aumento no número de casos de SRAG em crianças e adolescentes até 14 anos, sendo um dos motivos apontados para esse crescimento o retorno às aulas nas escolas. Em crianças até 2 anos, os casos estão associados ao vírus sincicial respiratório, enquanto na faixa etária de 2 a 14 anos, os casos são causados pelo rinovírus.
Em relação aos casos de SRAG registrados em 2025, o país contabiliza 16 mil, sendo que 34,3% apresentaram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios. Os principais vírus identificados foram o Sars-CoV-2, rinovírus, VSR, Influenza A e Influenza B. Quanto às mortes, foram registrados 1.338 casos de SRAG em 2025, sendo 47,5% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, sendo o Sars-CoV-2 responsável por 81% dos casos.
Diante desse cenário, a pesquisadora Tatiana Portella recomendou que pessoas com sintomas de gripe e resfriado fiquem em casa em isolamento, além de usar máscara ao sair e evitar visitar crianças pequenas sem proteção. Portella também ressaltou a importância de manter o esquema vacinal completo contra a covid-19, destacando que a vacina está disponível gratuitamente em unidades de saúde de todo o país, podendo ser aplicada em crianças a partir de 6 meses de vida.