Criado por meio do Decreto 5.055, assinado por Luís Inácio Lula da Silva em 2004, o Samu opera com o número de telefone 192 para receber os pedidos de atendimento e também conta com o aplicativo Chamar 192. O financiamento das operações é compartilhado entre municípios, estados e a União. A meta de universalização do Samu até 2026 já faz parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que destina recursos para garantir a cobertura do serviço a toda a população.
Além disso, o PAC prevê investimentos na saúde, com um aporte de R$ 31,5 bilhões até 2026, visando não só ampliar a cobertura do Samu, mas também entregar novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), maternidades, policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps) e unidades odontológicas, entre outros equipamentos públicos.
A ministra Nísia também ressalta a renovação da frota do Samu em diversos municípios e destaca a entrega de 537 novas ambulâncias e 14 novas Centrais de forma a ampliar a cobertura do serviço para 90% da população. A avaliação positiva do atendimento prestado pelo Samu pela população é evidenciada em estudos como o monitoramento realizado em São Paulo, que apontou notas altas para a qualidade do serviço.
Apesar dos aspectos positivos, especialistas apontam desafios a serem superados, como as desigualdades na oferta do serviço em âmbito nacional e a precarização do trabalho dos profissionais de saúde, sobretudo em meio à pandemia de covid-19. Estudos revelam a necessidade de estratégias e políticas integradas para garantir a eficiência do Samu e a segurança dos profissionais envolvidos no atendimento.





