Em uma coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que, embora ainda não se possa afirmar que esses eventos adversos estejam diretamente relacionados à vacinação, eles servem como um importante sinal de alerta. O ministro esclareceu que um comitê de especialistas será responsável por investigar os casos, visando identificar potenciais fatores de risco que possam estar associados à vacina. “Essa descontinuidade tem um objetivo de precaução, para que o Ministério da Saúde, em conjunto com a Anvisa e o Butantã, aprofunde a investigação nos 42 casos relatados”, destacou Padilha.
É importante ressaltar que a suspensão se restringe apenas à vacina do Butantan. O imunizante Qdenga, produzido pela empresa Takeda, continua a ser administrado no Sistema Único de Saúde (SUS) sem interrupções. Desde a introdução da vacina do Butantan no SUS em janeiro deste ano, mais de 500 mil doses foram aplicadas, principalmente em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), abrangendo adolescentes e adultos entre 15 e 59 anos.
O Ministério da Saúde reafirmou que essa decisão não compromete a eficácia da vacina desenvolvida pelo Butantan. As pessoas que já foram vacinadas permanecem protegidas contra a dengue, e a medida visa garantir um tempo adicional para a realização de estudos que possam elucidar as reações adversas observadas.
Ainda durante a coletiva, Padilha enfatizou a confiança do Ministério da Saúde na capacidade institucional do Butantan e na importância da vacinação como uma estratégia vital para a eliminação de doenças na população. Essa pausa na vacinação é um passo necessário para assegurar a segurança e a eficácia dos imunizantes diante de qualquer eventualidade que poderia comprometer a saúde pública.
