De acordo com o calendário nacional de vacinação, a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é normalmente administrada aos 12 meses, seguida de uma segunda dose da tetraviral — que também inclui catapora — aos 15 meses. Contudo, a pasta de Saúde enfatiza que todos os indivíduos até 59 anos que não foram vacinados até essa idade devem buscar um posto de saúde para receber a imunização.
A vacinação ampliada será realizada durante a próxima Campanha de Multivacinação, programada para ocorrer entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro. Essa ação é uma resposta direta ao aumento identificado no número de casos de sarampo, atrelados à importação do vírus. O Ministério anunciou, ainda, que está intensificando o fornecimento de vacinas aos municípios para fortalecer essa resposta emergencial.
Somente em 2026, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas, com cerca de 2,9 milhões de doses aplicadas em todo o país até o momento. A iniciativa é parte de um esforço mais abrangente, que inclui a recomendação de uma “dose zero” para crianças entre 6 a 11 meses, aumentando a proteção deste grupo que é mais suscetível à infecção e suas complicações.
A situação é alarmante. Até agora foram confirmados 14 casos de sarampo em 2026, com um surto ativo representando 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove na capital paulista. As investigações em curso apontam que a origem dos casos ainda é desconhecida, mas ocorrem em regiões de alto fluxo populacional, onde o contato internacional é intensificado, o que facilita a reintrodução do vírus.
Além disso, o estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo, afetando principalmente bebês de até um ano e adultos de 20 a 50 anos. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo começou a recomendar, desde junho, a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês que atendem aos critérios de idade nas localidades citadas.
Portanto, a atualização do esquema vacinal e a busca por vacinação em massa são essenciais para conter o avanço do sarampo. A imunização continua sendo o método mais eficaz para impedir a propagação da doença. As autoridades de saúde reforçam que é fundamental que pais e responsáveis verifiquem as cadernetas de vacinação de suas crianças e incentivem adolescentes e adultos a atualizarem suas vacinas em unidades de saúde. Informações e esclarecimentos sobre a vacinação podem ser acessados em um portal dedicado, que reúne respostas a diversas perguntas da população sobre imunização e suas implicações.
